Os riscos psicossociais ganharam ainda mais visibilidade após as atualizações da NR-1, que tornaram obrigatória a Gestão de Riscos Ocupacionais (GRO) incluindo fatores ligados à saúde mental.
Em 2025, relatórios de saúde do trabalhador mostraram aumento expressivo de casos de estresse, burnout, conflitos hierárquicos e adoecimento emocional relacionado ao trabalho. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2025), os riscos psicossociais já estão entre as principais causas de afastamentos temporários e de perda de produtividade no mundo.
No Brasil, dados da Fiocruz (2025) apontam que 33 por cento dos trabalhadores relataram sintomas frequentes de exaustão mental, sendo que 19 por cento já haviam buscado atendimento psicológico nos últimos 12 meses. Com esse cenário, identificar e gerenciar riscos psicossociais tornou-se uma necessidade urgente para empresas em 2026.
A seguir, apresentamos os riscos mais comuns, as exigências legais e como sua empresa pode iniciar uma gestão integrada que realmente funciona.
Quais são os riscos psicossociais no trabalho?
Riscos psicossociais são condições do ambiente corporativo que afetam a saúde mental, emocional e física dos trabalhadores. Os mais recorrentes em 2025 foram:
1. Sobrecarga de trabalho e jornadas extensas
Segundo a ISMA-BR (2025), 65 por cento dos trabalhadores brasileiros afirmaram sentir exaustão causada pelo volume de tarefas e prazos apertados.
Esse quadro contribui diretamente para burnout e queda de produtividade.
2. Assédio moral e pressão por metas irreais
Relatórios da OIT (2025) mostram que mais da metade dos trabalhadores no mundo já vivenciou alguma forma de abuso psicológico no ambiente de trabalho.
Empresas com cultura autoritária registram índices maiores de rotatividade e adoecimento emocional.
3. Falta de apoio organizacional
Estudo da Abordagem Integrada de Saúde Ocupacional (2025) identificou que empresas sem políticas estruturadas de acolhimento têm 28 por cento mais casos de depressão e ansiedade entre seus colaboradores.
4. Desequilíbrio entre vida pessoal e profissional
Segundo a OCDE (2025), o Brasil segue entre os países com pior índice de equilíbrio entre vida e trabalho.
Esse fator foi um dos principais gatilhos de estresse relatados por profissionais em 2025.
5. Ambientes de trabalho conflituosos
A falta de comunicação clara, liderança despreparada e falhas nos processos aumentam tensões internas.
Esse tipo de ambiente foi citado em 41 por cento das entrevistas realizadas em empresas avaliadas pela Fundação Dom Cabral (2025).
Atualizações da NR-1 e exigências para 2026
Com a atualização da NR-1, a Gestão de Riscos Psicossociais passou a ser obrigatória dentro do GRO.
Isso significa que empresas devem:
- identificar riscos emocionais e sociais do trabalho
- implementar medidas preventivas e corretivas
- monitorar indicadores de saúde mental
- oferecer suporte psicológico e ações educativas
- registrar e revisar continuamente o plano de prevenção
Ignorar essas exigências pode resultar em multas, processos trabalhistas e aumento de custos com absenteísmo.

Como identificar riscos psicossociais na prática?
Em 2025, consultorias especializadas utilizaram métodos como:
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Pesquisas de clima organizacional
Permitem identificar insatisfação, sensação de sobrecarga e conflitos internos.
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Entrevistas individuais e rodas de conversa
Revelam percepções que não aparecem em formulários tradicionais.
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Análise de indicadores internos
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Aumento de afastamentos psicológicos
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Turnover acima da média
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Conflitos frequentes
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Queda no desempenho de equipes
Segundo levantamento da Fiocruz (2025), empresas que implementaram essas análises reduziram em 18 por cento os afastamentos por doenças mentais no período de um ano.

Estratégias eficazes para gerenciar riscos psicossociais
Empresas que se destacaram em 2025 adotaram práticas como:
1. Capacitação de líderes e gestores
A OMS estima que treinamentos reduzam em até 50 por cento os sintomas de estresse entre equipes.
2. Canais seguros de escuta
Ferramentas anônimas de relato diminuíram em 34 por cento os casos de conflitos não reportados.
3. Programas de apoio psicológico
De acordo com a OMS, iniciativas de suporte emocional reduzem em 35 por cento os afastamentos por doenças ocupacionais.
4. Modelos flexíveis de trabalho
Empresas que adotaram políticas de flexibilidade relataram melhora na satisfação e redução da sobrecarga.
5. Implementação de programas estruturados como o Programa SAUDEAENERGIA
Modelo de gestão integrado, com análise contínua e ações personalizadas.
Solução recomendada: Programa SAUDEAENERGIA da Digital Medicina
A Digital Medicina oferece um programa completo que integra diagnóstico, prevenção e acompanhamento:
- Mapeamento detalhado dos riscos psicossociais
- Consultoria especializada para adequação à NR-1
- Treinamentos para lideranças
- Suporte psicológico para colaboradores
- Monitoramento contínuo dos resultados
É uma solução que já ajudou empresas de diferentes portes a reduzir afastamentos, qualificar lideranças e melhorar o ambiente de trabalho.
Cuidar dos riscos psicossociais é essencial para garantir um ambiente saudável e estar em conformidade com a legislação.
A Digital Medicina oferece suporte completo para empresas que desejam atuar de forma preventiva e responsável.