As Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), como Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, afetam mais de 100 mil brasileiros, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP, 2025).
O que chama atenção é que a maioria desses pacientes está na faixa dos 20 aos 40 anos, justamente o período de maior produtividade profissional.
Mesmo assim, as DIIs ainda são pouco faladas no ambiente corporativo, o que leva muitas empresas a subestimarem o impacto silencioso dessas doenças na produtividade, no bem-estar e na retenção de talentos.
Segundo estudo publicado na Gastroenterology (Bernstein CN et al., 2020), trabalhadores com DII podem perder até 20% de sua produtividade anual, seja por absenteísmo (faltas ao trabalho) ou presenteísmo (baixa performance mesmo estando presentes).
Ignorar esse cenário pode custar caro, especialmente em tempos em que o absenteísmo por doenças crônicas já representa perdas médias de R$8 bilhões por ano no Brasil, segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS, 2023).
O que são as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs)?
Elas são doenças autoimunes crônicas que afetam o trato gastrointestinal, causando inflamações, dores abdominais, diarreias constantes, fadiga, e comprometimento da qualidade de vida.
As mais conhecidas são:
- Doença de Crohn;
- Retocolite Ulcerativa.
Apesar de não terem cura, com o tratamento adequado é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
As crises das DIIs costumam ser imprevisíveis, o que pode gerar insegurança e ansiedade em quem convive com a doença. Muitos pacientes relatam medo de sofrer uma crise no ambiente de trabalho, o que pode afetar a autoestima, o desempenho profissional e até a socialização com colegas de equipe.
Além disso, é importante entender que o tratamento das DIIs é contínuo e multidisciplinar, envolvendo médicos gastroenterologistas, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais da saúde. Por isso, o apoio da empresa, com políticas que considerem as necessidades desses colaboradores, é essencial para que eles consigam conciliar saúde e carreira com qualidade de vida.
Como as DIIs afetam o ambiente de trabalho?
Quando o ambiente de trabalho não reconhece ou não oferece suporte adequado para doenças crônicas como as DIIs, o colaborador pode se sentir isolado, desamparado e até culpado por não conseguir manter o mesmo ritmo de entrega dos colegas. Isso gera não apenas impactos na saúde do profissional, mas também prejudica o clima organizacional e o desempenho das equipes.
- Faltas frequentes por crises inflamatórias.
- Dificuldade de concentração devido às dores ou ansiedade.
- Necessidade de pausas constantes para uso do banheiro.
- Limitações físicas e emocionais durante as jornadas de trabalho.
- Risco de abandono de cargo ou alta rotatividade.
Por isso, é fundamental que as empresas desenvolvam uma cultura organizacional que enxergue essas limitações não como um problema isolado do colaborador, mas como uma responsabilidade compartilhada. Adotar práticas inclusivas e oferecer suporte contínuo são estratégias essenciais para garantir que profissionais com DIIs consigam desempenhar seu papel com dignidade, saúde e produtividade.
Os impactos financeiros e organizacionais das DIIs nas empresas
Além do prejuízo humano, o custo organizacional também é alto. Estudos internacionais e nacionais mostram que empresas que ignoram a gestão da saúde crônica enfrentam:
📉 Perda de até 20% da produtividade anual por colaborador com DII (Gastroenterology, 2020).
📉 Baixa retenção de talentos, especialmente em cargos de alta pressão e performance.
📉 Afastamentos e custos com substituições e treinamentos.
📉 Ambiente de trabalho pouco inclusivo, gerando insatisfação e desmotivação.
📉 Prejuízo financeiro médio de R$ 8 bilhões ao ano no Brasil com doenças crônicas (IESS, 2023).
Esses números mostram que a falta de ações estruturadas para apoiar colaboradores com DIIs vai além de um problema individual, é um risco real para a sustentabilidade financeira e a competitividade das empresas. Investir em programas preventivos e de suporte é, portanto, uma decisão estratégica que protege pessoas, fortalece equipes e melhora os resultados organizacionais.

Como identificar sinais de alerta na sua equipe
Nem sempre o colaborador com uma Doença Inflamatória Intestinal vai se sentir confortável para expor sua condição ou pedir ajuda, especialmente em ambientes que não promovem uma cultura de acolhimento e saúde emocional. Por isso, cabe às lideranças e ao setor de Recursos Humanos estarem atentos aos sinais que podem indicar que alguém da equipe está sofrendo em silêncio.
Os impactos nem sempre são evidentes, por isso, a empresa precisa estar atenta aos sinais:
- Colaboradores que pedem para trabalhar em home office por desconforto físico.
- Faltas frequentes para consultas e tratamentos médicos.
- Relatos de dores, fadiga ou indisposição constante.
- Dificuldade em manter o foco e a produtividade.
Ao observar esses sinais, o ideal é promover um diálogo aberto e oferecer suporte adequado, sem julgamentos ou cobranças excessivas. A verdadeira prevenção começa na escuta ativa e na criação de um ambiente onde os colaboradores se sintam seguros para falar sobre suas dificuldades e buscar o tratamento necessário sem medo de represálias ou estigmatização.
O que sua empresa pode fazer para apoiar colaboradores com Doenças Inflamatórias Intestinais?
Cuidar da saúde dos colaboradores vai além de oferecer um plano de saúde. Quando falamos de doenças crônicas e invisíveis como as DIIs, é preciso adotar uma postura ativa, humana e estratégica, criando um ambiente que acolha as necessidades específicas desses profissionais e contribua para sua permanência saudável e produtiva na empresa.
Empresas conscientes investem em prevenção, acolhimento e suporte contínuo. Confira algumas ações recomendadas:
✅ Campanhas educativas e palestras com especialistas
Inclua o Maio Roxo, mês de conscientização sobre as DIIs, no calendário de saúde da sua empresa.
✅ Flexibilidade e políticas de apoio
Permita modelos híbridos ou flexíveis de jornada para facilitar o tratamento e reduzir o estresse.
✅ Programa de Saúde Ocupacional com foco em doenças crônicas
Implemente ações estruturadas que contemplem doenças invisíveis como as DIIs.
✅ Suporte psicológico e emocional contínuo
O estigma da doença impacta emocionalmente o trabalhador. Apoio psicológico reduz afastamentos e melhora o bem-estar.
✅ Parceria com especialistas em saúde corporativa, como a Digital Medicina.
Com ações estruturadas e programas como o Programa SAUDEAENERGIA da Digital Medicina, sua empresa mostra que se preocupa verdadeiramente com o bem-estar das pessoas, fortalece o compromisso com a saúde no trabalho e ainda melhora resultados de engajamento, produtividade e retenção de talentos. É um investimento que gera valor para todos.
Exemplo de quem já está fazendo diferente!
É o caso do SINDICOMIS (Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Carga e Logística), que já entendeu que a saúde mental e o bem-estar físico dos trabalhadores são fundamentais para o sucesso coletivo.
O SINDICOMIS implementou o Programa SAUDEAENERGIA da Digital Medicina, garantindo aos seus associados acesso a uma solução completa para prevenir, tratar e monitorar a saúde mental e física dos trabalhadores, com ações personalizadas, suporte especializado e campanhas contínuas de conscientização.
Ao adotar o Programa SAUDEAENERGIA da Digital Medicina, o SINDICOMIS se posiciona como referência em responsabilidade social e gestão de pessoas, mostrando que é possível transformar desafios em oportunidades. Sua empresa também pode seguir esse caminho e colher os benefícios de uma equipe mais saudável, engajada e produtiva.
Como o Programa SAUDEAENERGIA da Digital Medicina pode ajudar sua empresa?
O Programa SAUDEAENERGIA é uma solução completa e personalizada da Digital Medicina para ajudar empresas a:
- Identificar e mapear os riscos de saúde da equipe.
- Promover campanhas de conscientização, como o Maio Roxo.
- Oferecer suporte psicológico e psiquiátrico especializado.
- Treinar gestores para acolher e orientar suas equipes.
- Reduzir custos com absenteísmo e melhorar a produtividade.
- Fortalecer a cultura organizacional com ações de saúde e bem-estar.
As DIIs não são apenas uma questão médica, mas são um desafio corporativo real, que precisa ser tratado com estratégia e responsabilidade social.
Ignorar o impacto das Doenças Inflamatórias Intestinais pode custar caro para a sua empresa, tanto financeiramente quanto na perda de talentos e no clima organizacional.
Já investir em programas estruturados, como o Programa SAUDEAENERGIA da Digital Medicina, é a melhor forma de proteger sua equipe, fortalecer sua marca empregadora e aumentar a produtividade com empatia e responsabilidade.